quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Congresso anula sessão que deixou livre o caminho para o Golpe Militar

Hoje, feriado na capital potiguar, e após 5 dias da prisão de dois dos maiores nomes contra a ditadura militar no Brasil, o dia iniciou-se com boa notícia não só para aqueles que assim como Zé Dirceu e Genuíno que foram diretamente atingidos pela truculência, autoritarismo e arrogância da ditadura militar no Brasil mas também para toda a sociedade que clama por justiça no país.


O Congresso Nacional aprovou na madrugada desta quinta-feira (21) o projeto de resolução (PRN 4/13) dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Randolfe Rodrigues (Psol-AP), que anula a sessão do Congresso de 2 de abril de 1964 que declarou vaga a Presidência da República no mandato do presidente João Goulart.


Com a anulação da sessão, que tirou o então presidente 'Jango' do poder, anula-se também o estado de vacância do poder executivo nacional. Consequentemente torna-se oficial o que já era entendido por grande parte da população, o primeiro 'presidente' do Brasil da 'Era militar' Marechal Castelo Branco, na verdade não foi presidente e sim golpista de estado.

Segundo Pedro Simon, a votação vai permitir uma nova interpretação da História. “Não vamos reconstituir os fatos. A história apenas vai dizer que, naquele dia, o presidente do Congresso usurpou de maneira estúpida e ridícula a vontade popular depondo o presidente da República”, disse.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi a voz contrária à votação do projeto. Para ele, o projeto quer “tocar fogo” no Diário do Congresso Nacional. “Querem apagar um fato histórico de modo infantil. Isso é mais do que Stalinismo, quando se apagavam fotografias, querem apagar o Diário do Congresso”, disse.

Os restos mortais de Jango, exumados na quarta-feira da semana passada (13), chegaram no dia seguinte a Brasília com honras de Estado. Eles passarão por exames no Instituto de Criminalística. Os testes foram solicitados pela família à Comissão da Verdade após declarações de um ex-agente da repressão da ditadura uruguaia, segundo o qual Jango teria sido envenenado.

Informações da Agência Câmara