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Mais ameaças contra movimento grevista na UNIR

Por Estêvão Rafael Fernandes*

Quando achamos que a falta de bom senso e a impunidade chegaram a seu ápice, somos surpreendidos por mais descalabros. Há pouco mais de 15 dias escrevi um artigo pedindo apoio e buscando dar visibilidade à crise que se instaurou na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Supus, ingenuamente, que aos poucos o governo brasileiro e as instituições responsáveis (Polícia Federal, Ministério Público, Ministério da Educação) fossem, de alguma forma, sensibilizar-se pelo que tem ocorrido em terras rondonienses. Ledo engano.

Nestes 15 dias nada mudou para melhor. Ao contrário, o pânico se instalou e se intensificou. Prova disso está em dois fatos ocorridos recentemente. Uma aluna de psicologia, membro do comando de greve dos estudantes, foi surpreendida na porta de sua casa por homens encapuzados que lhe disseram que em breve ela morreria.

Além disso, um bilhete anônimo foi colocado sob a porta de diversos laboratórios e departamentos, com os dizeres:

NÃO ADIANTA CANTAR VITÓRIA ANTES DO TEMPO. MUITA ÁGUA AINDA PODE ROLAR… SEGUE ALGUNS NOMES QUE PODEM DESCER NA ENCHENTE DO RIO

Aos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos leitos fluviais da região. Na relação de alunos e professores ameaçados pelos autores do bilhete encontra-se o meu nome.

Peço, portanto, aos colegas, que nos ajudem a dar visibilidade a esses episódios brutais. Os ânimos aqui andam acirrados e alguns alunos e professores têm sido seguidos ou ameaçados. Alguns, inclusive, têm dormido em casas de amigos ou parentes, com medo do que possa ocorrer. Aos que tiverem contatos em ONGs, entidades acadêmicas ou no governo, ou mesmo os que queiram manifestar seu apoio publicamente por meio de moções, toda a ajuda é bem-vinda.

Não peço a nenhuma entidade que se manifeste contra ou a favor do movimento grevista, mas a favor da transparência nas investigações e no comprometimento do governo brasileiro de que a segurança das pessoas que vem sendo ameaçadas seja garantida.

(*) Estêvão Rafael Fernandes é chefe do Departamento de Ciências Sociais da UNIR e coordenador do Observatório de Direitos Humanos de Rondônia

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