quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Como está a mobilidade urbana de Natal?

Saúde, Educação, Segurança e Emprego. Temas de enorme importância social e os mais citados em discursos políticos e pesquisas que medem a insatisfação popular com os gestores. Essas áreas recebem a maioria dos recursos públicos e, em tese, são oferecidas gratuitamente para a população.

E o transporte público? E o trânsito? Ampliando um pouco mais, E a Mobilidade Urbana? Esses temas, aos poucos, estão entrando na pauta do natalense. Com o detalhe que, ao contrário dos outros atendimentos básicos, aqui o Poder Público nem disfarça, cobra diretamente pelo serviço sem nenhum tipo de subsídio. De público, o transporte só tem o nome e a demagogia com a qual é, na maioria das vezes, tratado.

Resolvi escrever sobre Mobilidade Urbana para tentar passar um pouco de minha pequena experiência na área, (já fui secretário de Mobilidade e Urbana em Natal) como também dividir alguns pontos de vista e dúvidas.

Quando os deslocamentos dentro da cidade não são eficientes (caros, demorados e desconfortáveis), a saúde, a educação, a segurança e a empregabilidade são afetados diretamente.

As demais dimensões da vida urbana são afetadas pela mobilidade pelo fato de que dependemos dela para nos incluirmos na dinâmica econômica, social e humana da cidade.

Natal é a segunda menor capital do Brasil (170km2) em área territorial. É cortada pelo Rio Potengi, pelo Parque das Dunas e contabiliza um aumento mensal de sua frota de 2.000 carros e 2.500 motos.

Diante desses dados, um transporte público defasado e uma cultura cada vez maior de prioridade aos veículos privados é uma receita infalível para um trânsito caótico, alto nível de poluição ambiental e baixa qualidade de vida da população.

E tem solução para esses problemas? Tem sim, mas sem milagres. E na maioria dos casos, com baixo custo financeiro para o Poder Público. Ninguém se iluda achando que só grandes obras vão resolver esses problemas. 

Não há dinheiro público que acompanhe o crescimento da frota de veículos. Os investimentos são importantes. Mas, o ordenamento do trânsito, transporte e das demais formas de deslocamentos pela cidade são muito mais.

Natal não vai mudar de tamanho. O Rio Potengi e o Parque das Dunas continuarão a existir (Se Deus Quiser!). 
Mas a população e o número de carros vão continuar a aumentar.

Precisamos ordenar todos esses elementos: o uso de carros particulares, o transporte público, as bicicletas, os veículos de carga, as calçadas, a questão da acessibilidade, entre outros, pois só assim poderemos ter um desenvolvimento melhor otimizando nossa MOBILIDADE URBANA.

Fonte: Blog Bicicletada Natal