terça-feira, 13 de maio de 2008

O CHORO DA RIBEIRA

Há muito tempo a Ribeira - bairro histórico de nossa cidade - reclamava atenção, mas não conseguia chorar.

Hoje, além da rua Chile, do Nalva Melo, da Casa da Ribeira e do Teatro Alberto Maranhão, quem visitar o bairro nas sextas-feiras à noite vai presenciar a Ribeira chorando no Buraco da Catita. Já nas tardes de sábado é o samba que balança as estruturas dos antigos prédios do bairro.

Exatamente, é no Buraco da Catita onde tudo acontece, onde clássicos do Choro e do Samba emocionam e seduzem o público, composto por estudantes, trabalhadores e figuras folclóricas da Ribeira velha.


Mas tenha cuidado: se você tem compromissos importantes nas sextas e sábados, não conheça o Buraco... Pois se você ouvir Khrystal cantar Zé do Caroço, de Leci Brandão, ao som do grupo Canteiro do Samba, adeus compromissos!

Bruno da Costa Ferreira

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Buraco da Catita - entre as avenidas Duque de Caxias e Dr. Barata, na Ribeira velha.

LETRA DA MÚSICA ZÉ DO CAROÇO, DE LECI BRANDÃO:
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Lelelelê Lelelelelelelelelê
Lelelelê Lelelelelelelelelê
No serviço de auto-falante
Do morro do Pau da Bandeira
Quem avisa é o Zé do Caroço
Que amanhã vai fazer alvoroço
Alertando a favela inteira
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Como eu queria que fosse em mangueira
Que existisse outro Zé do Caroço (Caroço, Caroço)
Pra dizer de uma vez pra esse moço
Carnaval não é esse colosso
Nossa escola é raiz, é madeira
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Mas é o Morro do Pau da Bandeira
De uma Vila Isabel verdadeira
O Zé do Caroço trabalha
O Zé do Caroço batalha
E que malha o preço da feira
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E na hora que a televisão brasileira
Distrái toda gente com a sua novela
É que o Zé põe a boca no mundo
Ele faz um discurso profundo
Ele quer ver o bem da favela
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Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira