terça-feira, 21 de agosto de 2012

Reunião em Caicó debate sobre a implantação do curso de Mecicina

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) participou de reunião promovida pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Seridó (ADESE), que reuniu os vários segmentos da sociedade caicoense para discutir a implantação do Curso de Medicina, pela UFRN, no Centro Regional de Ensino Superior do Seridó (CERES), localizado no município de Caicó.

A Universidade apresentou, em linhas gerais, a proposta do governo federal para expansão de vagas do ensino médico nas Instituições Federais de Ensino Superior e a sua proposta multicampi para criação do Curso de Medicina no CERES/Caicó.

A reitora Ângela Paiva louvou a iniciativa da sociedade seridoense de promover esse debate, reconhecendo ser a região uma grande propulsora do desenvolvimento do estado. “Acredito que todos concordam que não há desenvolvimento sem educação”, afirmou.

Ângela Paiva informou sobre as discussões que estão acontecendo com outras instituições para a evolução da expansão de vagas para ao Estado e sobre a proposta da UFRN, em fase de conclusão, que será apresentada à Secretaria de Ensino Superior do MEC. “E nessa proposta se inclui o novo curso de Música e o curso de Medicina”, afirmou.

A proposta da UFRN foi apresentada pelo professor Enilson Medeiros, que falou sobre as diretrizes do MEC e sua disposição em levar em consideração a distribuição de médicos no Brasil e a necessidade de fixar profissionais de saúde em regiões remotas e subservidas. Em todo Brasil serão oferecidas 1.260 vagas.

Uma das premissas do governo, explicou Enilson Medeiros, é expandir para diminuir as disparidades, daí a prioridade do projeto ser as regiões Norte e Nordeste. Outras premissas são oferecer educação médica baseada na comunidade; universidade articulada com o Sistema Único de Saúde (SUS); promoção de um pacto de gestão pela educação em saúde; compromisso social, entre outras.

Com uma proposta multicampi, a UFRN pretende desenvolver atividades no CERES Caicó, Currais Novos e na FACISA, em Santa Cruz. “Não podemos desconsiderar a existência do Hospital Ana Bezerra, e também não poderíamos desconsiderar a rede de atendimento à saúde do Seridó”, afirmou Medeiros.

Com forte vinculação ao Sistema Único de Saúde (SUS), o novo curso de Medicina terá 40 vagas anuais, com previsão para iniciar em agosto de 2014. O Ministério da Educação, segundo Enilson, já autorizou o concurso para 60 novos docentes e se comprometeu em disponibilizar recursos da ordem de R$ 14 milhões para instalar o curso em Caicó.

Presenças

A reunião plenária da ADESE, realizada no auditório do Fórum Municipal, reuniu representantes dos diversos segmentos (Governo, Igreja, Judiciário, políticos) e a comunidade em geral, na defesa da implantação do curso de Medicina na cidade de Caicó.

O primeiro a falar foi o presidente da ADESE, o bispo de Caicó, Dom Manuel Delson, que considerou a criação do Curso de Medicina em Caicó uma conquista. A professora Ione Rodrigues Diniz, coordenadora da Secretaria de Educação a Distância fez uma exposição sobre a importância histórica e econômica de Caicó, seguida do presidente do Conselho Municipal de Saúde do Caicó, Procópio Lucena, que trouxe um conjunto de informações da dinâmica funcional da questão da saúde no Seridó e em Caicó.

A diretora do CERES/Caicó, Ana Aires fez um histórico da UFRN, passando pela expansão para o interior do Estado, criação do campus de Caicó em 1973, e Currais Novos, em 1977, e posterior junção, quando passou a se chamar Centro Regional de Ensino Superior do Seridó – CERES/Caicó e CERES/Currais Novos. Ela fez, ainda, uma exposição, destacando a atual estrutura, que muito contribui para o desenvolvimento da pesquisa e da extensão na região.

Falaram também o prefeito de Caicó, Bibi Costa, o deputado João Maia e a deputada federal Fátima Bezerra, que reforçaram a importância de instalação de um Curso de Medicina no Seridó, o Padre Auzônio Tércio, além de representantes do Judiciário e do Ministério Público. Alguns fizeram a defesa da criação de uma Universidade Federal em Caicó e discordaram da proposta multicampi da UFRN.